WhatsApp

Justiça manda filha de Ederlan e Sara Mariano ficar com avós paternos

Data:
Jean Mendes

O Ministério Público da Bahia já havia, na última semana, entendido que a menina deveria ficar com os pais de Ederlan

Justiça manda filha de Ederlan e Sara Mariano ficar com avós paternos
Redes sociais

O Tribunal de Justiça da Bahia entendeu que a guarda da filha de Sara e Ederlan Mariano deve ficar com os avós paternos. A informação foi obtida com exclusividade pelo Portal do Casé na noite desta terça-feira (12).

O processo está em segredo de Justiça e, por isso, detalhes não podem ser dados. A reportagem apurou, porém, que o TJ  deixou claro que a guarda exclui Ederlan, preso suspeito de matar Sara Mariano.

O Ministério Público da Bahia já havia, na última semana, entendido que a menina deveria ficar com os pais de Ederlan.

A juíza responsável pela decisão quis evitar uma mudança brusca na vida de uma criança “de apenas 11 anos, por meio de uma decisão precária”.

CRIME

Sara Mariano desapareceu após sair de casa, no bairro de Valéria, em Salvador, para ir à cidade Dias D’Ávila, em um encontro de mulheres da igreja, no dia 24 de outubro. Mas essa história caiu por terra desde o primeiro momento.

Na quarta, Ederlan postou um vídeo nas redes sociais chorando ao lado da própria filha. "Tenho que dar alguma coisa para Esmeralda comer. A gente vai levantar de manhã. Vamos ter um dia corrido e vai dar tudo certo amanhã", disse Ederlan. "A gente vai achar a mamãe amanhã", contou a criança, chorando, ao lado do assassino.

Na sexta-feira, o corpo de Sara foi localizado parcialmente queimado às margens da BA-093, entre Dias D'Ávila e Camaçari. Ela foi enterrada na segunda-feira (30).

Além do próprio Ederlan, apontado como mandante do homicídio, estão presos Victor Gabriel Oliveira; um homem que se identifica como líder religioso, Weslen Pablo Correia de Jesus, o bispo Zadoque; e o motorista de transporte Gideão Duarte.

A Polícia Civil já sabe que Victor recebeu R$ 500 para participar do homicídio. Ele segurou Sara Mariano, pelos braços, para ela ser esfaqueada por Zadoque.

A defesa detalhou ainda que Victor e o Bispo Zadoque se conheciam há cerca de três meses, por meio da igreja que frequentavam, na cidade de Camaçari, e que Ederlan não estava presente na hora do crime. A conclusão do inquérito policial deve analisar ainda o trajeto do carro registrado pelo GPS, mensagens entre os suspeitos, câmeras de segurança que captaram eles no carro e com Sara Mariano.

*Com colaboração da repórter Driele Veiga, do Portal do Casé

Tenha notícias
no seu e-mail