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Mulher é agredida e presa após racismo na UFBA

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Da redação

Parte da confusão foi gravada em vídeo. Nas imagens, ela, que se identifica como Roseane Leal, já aparece discutindo com estudantes

Mulher é agredida e presa após racismo na UFBA
Divulgação

Uma mulher foi presa na tarde desta terça-feira (19) após proferir ofensas racistas dentro da Universidade Federal da Bahia. O caso aconteceu no campus do Canela.

Testemunhas relataram que a mulher teria dito que “preto só serve para vender droga”. Parte da confusão foi gravada em vídeo. Nas imagens, ela, que se identifica como Roseane Leal, já aparece discutindo com estudantes.

O vídeo ainda mostra que uma das alunas da UFBA se revolta e agride Roseane. Policiais militares do 18° Batalhão (BPM/Centro Histórico) foram acionados e conduziram suspeita e vítimas para uma delegacia. Não há informações se Roseane ficou presa.

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Nota da Universidade Federal da Bahia

"A Universidade Federal da Bahia reconhece e lamenta as ocorrências da tarde de hoje, que tiveram lugar nas instalações do Ponto de Distribuição de Alimentos e no Pavilhão de Aulas (PAC) do Canela. Os administradores do PAC e o vigilante presente interferiram para conter os ânimos e tomar as providências necessárias, que incluíram o encaminhamento dos envolvidos às autoridades policiais competentes.

A UFBA é uma instituição de ensino público superior reconhecidamente inclusiva, diversa e predominantemente negra, jovem e feminina. Assim, manifestações de intolerância, racismo ou violência física agridem igualmente aos envolvidos e à instituição, ao próprio espírito da universidade, devendo os fatos ser rigorosamente apurados e, uma vez devidamente comprovados, punidos conforme as leis do país e os regulamentos da Universidade Federal da Bahia.

Quaisquer denúncias devem ser encaminhadas através dos canais institucionais, ou seja, à direção da unidade à Coordenação de Segurança ou diretamente à ouvidoria da UFBA aos quais cabe dar prosseguimento ao processo investigativo. As denúncias são apuradas e os processos transcorrem de modo a assegurar o amplo direito de defesa dos acusados, assim como preservando-se as partes envolvidas, até o final do devido processo legal".

A situação acontece um dia antes do primeiro feriado nacional por conta da Consciência Negra. Nesta semana, um estudante de jornalismo denunciou uma situação de racismo dentro do hipermercado Hiperideal, no bairro de Jardim Armação.

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