WhatsApp

Professores da rede privada da Bahia paralisam atividades e discutem estado de greve

Data:
Da redação

Suspensão das aulas foi aprovada por 91% dos participantes em votação realizada no último dia 1º de junho

Professores da rede privada da Bahia paralisam atividades e discutem estado de greve
Freepik

Professores da rede privada de ensino da Bahia realizaram uma paralisação total das atividades nesta terça-feira (9), afetando escolas de educação básica em todo o estado. Pela manhã, a categoria se reuniu em assembleia geral na sede do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro), em Salvador, para discutir os próximos passos da mobilização.

A suspensão das aulas foi aprovada por 91% dos participantes em votação realizada no último dia 1º de junho. Segundo o sindicato, a paralisação integra a campanha salarial da categoria, que negocia um novo acordo coletivo desde março sem chegar a um consenso com o sindicato patronal.

Durante a assembleia, os docentes avaliaram o andamento das negociações e discutiram a possibilidade de decretar formalmente estado de greve. A categoria cobra reajuste salarial com ganho real de 5%, calculado com base no Índice do Custo de Vida (ICV) do Dieese.

A proposta dos trabalhadores prevê a fixação da hora-aula de 50 minutos em R$ 16 e da hora-aula de 60 minutos em R$ 19,20, com vigência retroativa a 1º de maio de 2026. O plano também inclui reajustes progressivos de 25% nos valores para 2027 e 2028.

Entre as demais reivindicações estão a oferta obrigatória de planos de saúde e odontológico para professores e dependentes, além da reserva de 8% das vagas das escolas para bolsas de estudo destinadas aos filhos dos funcionários.

De acordo com o Sinpro, as contrapropostas apresentadas pelos representantes das instituições de ensino foram rejeitadas por preverem redução de direitos já garantidos à categoria, incluindo o recesso escolar e o benefício das bolsas de estudo.

Tenha notícias
no seu e-mail