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Tradicional Terreiro do Bogum é oficialmente tombado como Patrimônio da Bahia

Data:
Antonio Dilson Neto

Na semana passada, outros dois terreiros também receberam o reconhecimento oficial: o Ilê Asé Kalè Bokùn e o Omo Ilê Agboulá.

Tradicional Terreiro do Bogum é oficialmente tombado como Patrimônio da Bahia
Divulgação

O Governo da Bahia oficializou, nesta sexta-feira (31), o tombamento do Terreiro Zoogodô Bogum Malê Hundó, em Salvador, como Patrimônio Cultural do Estado. O decreto foi publicado no Diário Oficial e garante proteção permanente ao espaço religioso, considerado uma das principais referências da tradição Jeje-Mahi no país.

Na semana passada, outros dois terreiros também receberam o reconhecimento oficial: o Ilê Asé Kalè Bokùn e o Omo Ilê Agboulá.

Situado na Ladeira do Bogum, no bairro do Engenho Velho da Federação, o templo passa a integrar o Livro do Tombamento dos Bens Imóveis do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).

O reconhecimento é resultado de um processo iniciado em 2019, que contou com pareceres favoráveis do IPAC e do Conselho Estadual de Cultura (CEC). Com a conclusão do procedimento, o instituto ficará responsável por adotar as medidas necessárias para assegurar a conservação e a proteção do imóvel e de seu valor histórico.

O Terreiro do Bogum é reconhecido por preservar tradições da nação Jeje-Mahi, uma das mais antigas expressões do candomblé na Bahia. Diferentemente da maioria dos terreiros de Salvador, onde predominam rituais de origem nagô, as cerimônias são realizadas em língua eué, ligada ao povo fon, originário da região do antigo Daomé, atual Benim.

Outra característica marcante é a devoção aos voduns, divindades próprias da tradição Jeje, cujos ritos e práticas litúrgicas mantêm características preservadas ao longo das gerações e ajudam a distinguir o Terreiro do Bogum como um dos mais importantes espaços da cultura afro-brasileira na Bahia.

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