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Flávio Dino rejeita pedido da defesa e Deolane Bezerra continuará presa

Data:
Atualizado em: 24 de Maio de 2026
Antonio Dilson Neto

Advogada tentou reverter prisão preventiva por meio de reclamação, mas ministro do STF descartou intervenção imediata.

Flávio Dino rejeita pedido da defesa e Deolane Bezerra continuará presa
Reprodução/Record TV

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra. Em decisão assinada no sábado (23) e publicada neste domingo (24), o magistrado afirmou não enxergar "manifesta ilegalidade" na decretação da prisão preventiva e optou por não conceder o habeas corpus de ofício (por iniciativa própria).

A defesa da empresária acionou a Suprema Corte por meio de uma reclamação constitucional, contestando a ordem de prisão expedida pela primeira instância da Justiça de São Paulo. Os advogados pleiteavam a revogação total da prisão, a conversão para regime domiciliar ou a aplicação de medidas cautelares alternativas, mas Flávio Dino decidiu não dar andamento à ação.

Deolane foi presa na última quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A investigação aponta a influenciadora como parte de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro controlado pela cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ao fundamentar o despacho, Flávio Dino esclareceu que o instrumento jurídico utilizado pela defesa não serve como um recurso comum para rediscutir provas ou reverter decisões anteriores. O ministro enfatizou que uma intervenção direta do STF neste momento significaria pular etapas processuais obrigatórias, uma vez que o caso ainda comporta recursos normais nas instâncias inferiores da Justiça paulista.

"De qualquer maneira, ainda que superado referido óbice, não detecto manifesta ilegalidade ou teratologia hábil à concessão da ordem de habeas corpus de ofício", sentenciou Dino na decisão.

A influenciadora segue detida preventivamente sob a acusação de lavagem de capitais e integração de organização criminosa. A investigação policial aponta que Deolane e familiares de Marcos Willians Herbas Camacho (Marcola), chefe da facção, utilizavam a mesma rede de intermediários para movimentar recursos ilícitos.

Do lado de dentro da prisão, Deolane Bezerra rechaça veementemente as suspeitas levantadas pelas autoridades. A advogada argumenta que sua detenção é injustificável e decorre exclusivamente do exercício de sua profissão. Segundo sua versão, o único vínculo financeiro sob suspeita trata-se de um honorário de R$ 24 mil recebido legalmente por serviços prestados a um cliente, afirmando ainda que "a justiça vai ser feita".

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