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Leo Kret é alvo de operação do MP que investiga desvio de R$ 1,1 milhão

Data:
Antonio Dilson Neto

'Operação Sponsor' mira fraude em verbas que deveriam financiar o Carnaval de 2025 e Paradas LGBTI+ na capita

Leo Kret é alvo de operação do MP que investiga desvio de R$ 1,1 milhão
Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou a "Operação Sponsor", que investiga um esquema criminoso de peculato, fraudes em licitações e desvios de recursos públicos na capital baiana. Entre os alvos principais da ação está a dançarina e ex-vereadora Leo Kret, atual diretora-geral de Políticas e Promoção da Cidadania LGBT+ da Secretaria Municipal da Reparação (Semur).

A ofensiva atinge em cheio servidores vinculados à Prefeitura de Salvador. Equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e da Polícia Militar cumpriram mandados de busca e apreensão em locais estratégicos, incluindo gabinetes no Edifício Thomé de Souza e endereços residenciais nos bairros de Pernambués, Graça, Itapuã e Comércio, além de imóveis no município vizinho de Lauro de Freitas.

De acordo com as investigações do MP-BA, os envolvidos utilizavam uma associação de fachada para captar e desviar dinheiro público dos cofres municipais. Ao todo, a auditoria apurou o desvio de mais de R$ 1,1 milhão.

O montante milionário tinha um destino social claro: deveria ter sido utilizado para viabilizar eventos culturais e de conscientização em 57 bairros periféricos de Salvador, além de financiar o apoio a 18 blocos carnavalescos tradicionais durante o Carnaval de 2025. Em vez disso, o Ministério Público afirma que parte expressiva desses recursos foi parar diretamente nas contas de integrantes da suposta organização criminosa.

O escândalo que culminou na operação desta terça-feira não foi descoberto por acaso. Em nota oficial, o Ministério Público revelou que o fio da meada começou a ser puxado após os próprios organizadores de eventos independentes e membros atuantes da comunidade LGBTI+ de Salvador procurarem o órgão para entregar documentos e relatar as graves irregularidades na distribuição das verbas do projeto “Caminhada da Diversidade LGBTI+”.

A operação, que segue em andamento, conta com o suporte técnico da Promotoria de Justiça de Proteção da Moralidade Administrativa e da Central de Assessoramento Técnico Interdisciplinar (Cati). Até o fechamento desta matéria, o balanço total de bens apreendidos e possíveis prisões preventivas não havia sido detalhado pelas autoridades locais.

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