O governo da China se manifestou nesta terça-feira (7) após a inclusão de empresa ligada à BYD na chamada “lista suja” do trabalho escravo no Brasil.
O cadastro, atualizado periodicamente pelo governo brasileiro, reúne empregadores responsabilizados por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão, após a conclusão de processos administrativos.
Por meio do Ministério das Relações Exteriores, a China informou que acompanha o caso e reforçou que empresas do país devem cumprir as legislações dos locais onde atuam. Em nota, o governo declarou que “sempre exigiu que empresas chinesas operem conforme as leis e regulamentos” e destacou a importância da proteção dos direitos dos trabalhadores.
A atualização mais recente da lista incluiu 169 novos empregadores, o que representa um aumento em relação à divulgação anterior. Entre os nomes adicionados, 102 são pessoas físicas e 67 são empresas. Com isso, o total de registros no cadastro chega a cerca de 600.
O caso ocorre em um momento de expansão internacional da BYD, que tem ampliado sua presença no mercado brasileiro, especialmente no setor de veículos elétricos. A inclusão na lista, ainda que relacionada a operações específicas, pode gerar repercussões na imagem da empresa e nas relações comerciais.