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Abaixo-assinado pelo impeachment de Bruno Reis ultrapassa 305 mil assinaturas

Data:
Antonio Dilson Neto

Petição foi criada após denúncias de falta de ônibus em Salvador durante o segundo turno das eleições; autores pedem investigação sobre a responsabilidade do prefeito

Abaixo-assinado pelo impeachment de Bruno Reis ultrapassa 305 mil assinaturas
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O abaixo-assinado que pede a abertura de um processo de impeachment contra o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), ultrapassou a marca de 305 mil assinaturas, segundo a atualização informada pelos organizadores da mobilização. A petição foi criada após denúncias de problemas na oferta de transporte público durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro.

Disponível na plataforma Change.org, a iniciativa é de autoria do deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) e do vereador de Salvador Hamilton Assis (PSOL). O documento solicita que a Câmara Municipal investigue a atuação do prefeito diante da retenção de ônibus no dia da votação e avalie eventuais responsabilidades político-administrativas.

O texto também cobra transparência sobre a operação do transporte coletivo, incluindo informações sobre as ordens de retenção e liberação dos veículos, os registros de saída das garagens e a identificação dos responsáveis. Os autores defendem que a cassação do mandato seja considerada caso sejam comprovadas infrações, respeitando o direito à defesa.

A mobilização ganhou força após relatos de eleitores que enfrentaram dificuldades para chegar aos locais de votação. Em fiscalização realizada no domingo, o Procon-BA identificou ônibus parados em garagens de empresas concessionárias, situação que passou a ser alvo de questionamentos e apurações por órgãos públicos.

A Prefeitura de Salvador afirmou anteriormente que a retenção de parte dos veículos estava relacionada à presença de adesivos eleitorais nos coletivos. O episódio também teve desdobramentos na Justiça Eleitoral, que determinou medidas para restabelecer a circulação da frota. Posteriormente, a ordem de prisão em flagrante contra o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, foi revogada.

A petição não representa a abertura automática de um processo de impeachment. O pedido depende de análise da Câmara Municipal de Salvador, enquanto as possíveis irregularidades relacionadas ao transporte público seguem sujeitas à apuração das autoridades competentes.

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