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ABSURDO! Vereador de SC sugere matar cães de rua e gera revolta nas redes; assista

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Da redação

Declaração feita em sessão da Câmara repercutiu nas redes sociais e levanta debate sobre maus-tratos e políticas públicas

ABSURDO! Vereador de SC sugere matar cães de rua e gera revolta nas redes; assista
Reprodução/YouTube

A fala de um vereador do interior de Santa Catarina virou combustível para indignação dentro e fora da internet. Durante sessão na Câmara de Major Vieira, município com cerca de 7,4 mil habitantes no Norte do estado, Osni Novack (MDB) defendeu abertamente a eliminação de cães em situação de rua ao comentar episódios de ataques a moradores.

No plenário, o parlamentar fez uma comparação que ampliou ainda mais a repercussão negativa. Segundo ele, crimes contra pessoas não recebem a mesma atenção que casos envolvendo animais. Em seguida, foi direto ao ponto: disse que, na visão dele, “tinha que matar esses cachorros”.

A fala não parou por aí. O vereador voltou a defender uma ação prática contra os animais, sugerindo que alguém deveria “fazer um servicinho” na região onde há cães soltos. O trecho rapidamente circulou nas redes sociais e provocou uma onda de críticas.

A declaração reacendeu um debate que insiste em voltar à tona: o tratamento dado a animais abandonados e a ausência de políticas públicas eficazes. Pela legislação brasileira, maus-tratos a animais são crime, com previsão de multa e até detenção.

O caso já chegou ao Ministério Público de Santa Catarina, que informou estar ciente das declarações e avalia possíveis medidas.

Em nota oficial, a Prefeitura de Major Vieira tentou conter o estrago. Disse que não compactua com qualquer tipo de violência contra animais e destacou ações voltadas ao fortalecimento de políticas públicas na área.

A reação também veio de outros agentes públicos. A vereadora de Florianópolis, Priscila Fernandes, criticou duramente o posicionamento e apontou a raiz do problema. Para ela, o abandono não é causado pelos animais, mas pela falta de políticas de castração, responsabilidade e cuidado, além de classificar a defesa do extermínio como sinal de incompetência.

O episódio acontece em um momento de endurecimento das regras contra maus-tratos no país. Um decreto recente do governo federal ampliou significativamente o valor das multas, que agora variam de R$ 1.500 a R$ 50 mil, podendo chegar a R$ 1 milhão em casos agravados. Antes, os valores eram bem mais baixos, o que, na prática, ajudava a manter a sensação de impunidade.

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