ACM Neto (União Brasil) negou, nesta quinta-feira (10), as acusações atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro em uma proposta de delação premiada. O candidato ao governo da Bahia afirmou que a divulgação do material, a 24 dias das eleições, configura “crime eleitoral”.
Segundo Neto, as informações são falsas e não têm relação com sua atuação. A proposta de delação, divulgada pelo UOL, aponta que ele e o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, teriam atuado para facilitar investimentos de institutos de previdência no Banco Master em troca de comissões de 10%. O material foi rejeitado pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.
Durante coletiva em Salvador, Neto afirmou que nunca teve relação com institutos de previdência. “Eu nunca tive relação com nenhum Instituto de Previdência no Brasil”, declarou.
O candidato também questionou a autenticidade e a origem do conteúdo, classificando-o como uma “peça de ficção” e uma tentativa de interferência na disputa eleitoral. “Não vale criar história, não vale inventar história”, afirmou.
Neto disse ainda que, desde março, quando surgiram as primeiras informações sobre o caso Banco Master, colocou-se à disposição da PGR e do Supremo Tribunal Federal para prestar esclarecimentos. Ele afirmou que os serviços realizados no período foram formalizados por contratos, notas fiscais e recolhimento de impostos.
A acusação atribuída a Vorcaro ainda não foi homologada como delação premiada. Segundo as informações divulgadas, PF e PGR rejeitaram as propostas por considerarem que não havia informações inéditas suficientes e garantias para a devolução de valores relacionados às fraudes investigadas.