O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve sua segurança reforçada após assumir a relatoria do caso Master. A decisão foi tomada com base em análises internas da Corte que apontaram um aumento no risco à integridade física do magistrado.
Segundo informações de pessoas ligadas ao tribunal, o reforço inclui ampliação do número de agentes responsáveis por sua proteção, maior presença ostensiva da equipe de segurança em compromissos públicos e monitoramento mais rigoroso de eventuais ameaças. As medidas também envolvem o uso de equipamentos específicos e acompanhamento permanente das atividades do ministro.
Além do caso Master, Mendonça conduz as investigações sobre supostas fraudes em descontos aplicados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), outro processo de grande repercussão política e institucional. Os dois casos envolvem autoridades com foro privilegiado e são considerados estratégicos dentro do STF.
O magistrado assumiu a relatoria do caso Master após a saída do ministro Dias Toffoli, que deixou o processo em fevereiro deste ano. Desde então, Mendonça tem adotado medidas para ampliar a autonomia das investigações conduzidas pela Polícia Federal, incluindo a revisão de decisões relacionadas à análise de provas e perícias.
De acordo com interlocutores do Supremo, o esquema de proteção acompanha o ministro não apenas em compromissos institucionais, mas também em atividades acadêmicas e religiosas. Nem o STF nem o gabinete de Mendonça comentaram oficialmente o reforço na segurança.