O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), atribuiu os atrasos nos ônibus registrados na manhã deste domingo (25), durante o segundo turno das eleições presidenciais, à retirada de adesivos de propaganda eleitoral dos veículos. Segundo o gestor, a operação foi normalizada até as 10h30, com ampliação da frota para atender à demanda dos eleitores.
Durante coletiva de imprensa, Bruno criticou a politização do episódio, defendeu o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e afirmou que a Prefeitura cumpriu as determinações da Justiça Eleitoral para garantir o transporte gratuito.
Propaganda eleitoral
Segundo o prefeito, os atrasos começaram durante a madrugada, quando ônibus chegaram às garagens com adesivos de propaganda de um candidato à Presidência. A retirada do material, segundo ele, comprometeu a saída dos veículos.
Bruno afirmou que a medida foi adotada para cumprir a resolução da Justiça Eleitoral, que prevê a oferta de transporte gratuito sem distinção entre eleitores e sem propaganda partidária ou eleitoral. Diante dos atrasos, a gestão municipal teria determinado a circulação imediata dos ônibus, mesmo com os adesivos.
O prefeito também mencionou a possível participação de integrantes ligados ao Sindicato dos Rodoviários na adesivagem, mas ressaltou que ainda não há identificação dos responsáveis. Ele defendeu a investigação do caso, inclusive por meio de imagens de câmeras instaladas nas garagens.
Frota ampliada
Bruno Reis afirmou que a operação foi normalizada durante a manhã e que a frota disponibilizada neste segundo turno superou a de eleições anteriores. O gestor também destacou que as empresas precisam manter veículos de reserva, o que explicaria a presença de ônibus nas garagens.
O prefeito lembrou ainda que Salvador recebeu mais de 330 ônibus novos recentemente, contribuindo para a retirada de veículos antigos de circulação. Segundo ele, eventuais falhas no cumprimento da operação devem ser apuradas, sem antecipar responsabilidades.
Transporte gratuito
O prefeito afirmou que a gratuidade foi garantida nos dois turnos das eleições de 2026, conforme decretos publicados pela administração municipal. O benefício contempla ônibus convencionais, BRT, micro-ônibus do Subsistema de Transporte Especial Complementar (STEC), transporte hidroviário municipal e ascensores públicos, como o Elevador Lacerda.
Bruno ressaltou que Salvador já oferecia transporte gratuito em eleições anteriores, antes mesmo de a medida se tornar uma exigência da Justiça Eleitoral.
Defesa do secretário
O prefeito também criticou a determinação de prisão contra o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, expedida pela Justiça Eleitoral neste domingo. Bruno classificou a medida como desproporcional e argumentou que os problemas operacionais já haviam sido corrigidos.
Segundo o gestor, Pablo tem perfil técnico e experiência na coordenação de operações de transporte em grandes eventos, incluindo a Copa do Mundo e a Copa América. O secretário está na França, em uma agenda institucional relacionada à mobilidade urbana e às negociações para aquisição de ônibus elétricos para Salvador.
Bruno afirmou que o secretário deixou as providências administrativas necessárias antes da viagem e que não houve orientação da Prefeitura para reduzir a circulação de veículos.
Bruno Reis acusou adversários de tentar transformar o episódio em uma disputa político-partidária. O prefeito declarou que sua gestão sempre garantiu o transporte gratuito durante as eleições e afirmou que respeitará o resultado das urnas, independentemente da escolha dos eleitores.
O gestor também defendeu que a Justiça Eleitoral avalie as condições do transporte e verifique se houve prejuízo efetivo aos eleitores, como atrasos que tenham impedido a chegada aos locais de votação.