A indefinição em torno do nome da senadora Tereza Cristina abriu espaço para uma nova movimentação na pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro. Entre as alternativas em avaliação, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, passou a ser citado como uma das apostas para a vaga de vice.
A articulação, divulgada pelo jornal O Globo, surge após sinais de que Tereza Cristina não pretende integrar a chapa. Considerada peça-chave para reduzir resistências do agronegócio, a ex-ministra indicou a aliados que prefere manter o foco no mandato e em uma eventual disputa pela presidência do Senado em 2027. Publicamente, evita confirmar qualquer negociação.
Com isso, a campanha de Flávio foi forçada a recalibrar a estratégia e ampliar o leque de opções. A inclusão de Bruno Reis nesse cenário não é casual. O movimento mira o Nordeste, região onde o bolsonarismo historicamente enfrenta dificuldades, e busca um nome com capilaridade política e capacidade de diálogo.
À frente da prefeitura de Salvador, Bruno Reis consolidou uma base eleitoral relevante e mantém interlocução com diferentes setores, o que o colocaria como um perfil competitivo para compor uma chapa nacional. A leitura entre aliados é de que sua presença poderia ajudar a reduzir a resistência ao projeto eleitoral na região.
O nome do prefeito baiano aparece ao lado de outras alternativas, como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que voltou ao radar após novas conversas com o partido Novo. Nesse caso, o peso eleitoral de Minas e o impacto na sucessão estadual entram no cálculo político.
Apesar disso, a estratégia nordestina ganha tração nos bastidores. Além de Bruno Reis, também são citados nomes como o da deputada Roberta Roma, dentro de um desenho que busca ampliar a presença da chapa na região e dialogar com diferentes segmentos do eleitorado.
A movimentação é conduzida por lideranças do PL no Nordeste, entre elas João Roma e Rogério Marinho, que atuam na construção de uma alternativa capaz de equilibrar a chapa.
Nos bastidores, a avaliação é de que a escolha do vice será decisiva para reduzir resistências e ampliar alianças. E, com o recuo do nome considerado ideal, o jogo volta à estaca onde política gosta de ficar: aberto, imprevisível e cheio de cálculos.