O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializou sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PSD e afirmou que, se eleito, pretende decretar uma anistia “ampla, geral e irrestrita” como seu primeiro ato de governo.
A declaração coloca no centro do debate político a possibilidade de perdão a condenados por participação em atos considerados antidemocráticos, incluindo envolvidos em tentativas de golpe e o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Meu primeiro ato vai ser anistia ampla, geral e irrestrita”, afirmou Caiado durante o evento de lançamento, ao defender a medida como necessária para “pacificar o país”.
Segundo o pré-candidato, a proposta se inspira em momentos históricos em que a anistia foi utilizada como instrumento de reconciliação nacional. A fala, no entanto, reacende discussões sobre os limites legais e políticos desse tipo de medida, especialmente em relação a crimes contra o Estado democrático de direito.
A proposta deve enfrentar resistência de setores do Judiciário e de opositores políticos, que veem na anistia um risco de impunidade para ações que atentaram contra as instituições. Por outro lado, aliados de Caiado e grupos conservadores tendem a apoiar a iniciativa como forma de encerrar disputas políticas recentes.
A pré-candidatura de Caiado ocorre em meio à reorganização das forças políticas para a próxima eleição presidencial, e sua defesa explícita da anistia indica uma estratégia de alinhamento com pautas caras ao eleitorado da direita.
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