O avanço das investigações sobre o esquema de corrupção no Banco Master provocou um desgaste institucional generalizado no Brasil. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13), 46% dos entrevistados acreditam que o escândalo afetou negativamente, e de forma semelhante, a imagem do governo Lula, do governo Bolsonaro, do STF, do Congresso Nacional e do Banco Central.
O dado revela que a percepção pública sobre o caso transcende a polarização política tradicional, sendo encarado como um problema sistêmico. Quando questionados sobre qual instituição teria sido a mais prejudicada individualmente, os índices aparecem fragmentados e próximos na margem de erro: o governo Lula é citado por 11%, seguido pelo STF/Judiciário (10%) e pelo governo Bolsonaro (9%).
O escândalo ganhou novos contornos na última semana após a operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro e atual presidente do Progressistas é suspeito de receber "mesadas" de até R$ 500 mil do banqueiro Daniel Vorcaro em troca de lobby parlamentar.
A investigação aponta que Nogueira teria atuado para elevar o limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, medida que beneficiaria diretamente o modelo de negócios do Master. Embora o senador negue as acusações, a Quaest mostra que o conhecimento sobre o caso está crescendo: 46% dos brasileiros afirmam já saber das suspeitas contra o líder do Centrão.
- Todos igualmente: 46% (subiu 6 pontos desde março)
- Governo Lula: 11%
- STF/Judiciário: 10%
- Governo Bolsonaro: 9%
- Banco Central: 7%
- Congresso Nacional: 2%
Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, o aumento na percepção de que "todos" foram afetados indica que a opinião pública enxerga o Caso Master como uma falha de governança que atravessa diferentes esferas do poder.