O advogado de defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão afirmou nesta quinta-feira (6) que o cliente permanece em estado grave, mas negou que tenha sido iniciado qualquer protocolo de morte encefálica. Mourão está internado no Hospital João XXIII após tentar tirar a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal.
Segundo o advogado Robson Lucas da Silva, o quadro clínico é crítico e o paciente segue sob monitoramento contínuo no Centro de Terapia Intensiva (CTI). De acordo com ele, não houve melhora nem piora significativa desde a internação. “O quadro permanece grave, com monitoramento permanente no CTI. Não houve evolução: ele não melhorou, mas também não piorou”, declarou.
O defensor afirmou ainda que esteve com Mourão por volta das 14h do dia anterior ao episódio e disse não ter percebido sinais de que ele pudesse atentar contra a própria vida, classificando o ocorrido como inesperado.
De acordo com a Polícia Federal, após o episódio os agentes prestaram os primeiros socorros imediatamente, utilizando adrenalina e um desfibrilador para reanimá-lo antes de encaminhá-lo ao hospital. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, determinou a abertura de um inquérito para analisar imagens do local onde o investigado estava detido e apurar as circunstâncias do caso.
Na noite de quarta-feira (5), a própria Polícia Federal chegou a informar que Mourão havia morrido, mas posteriormente corrigiu a informação e disse que não havia confirmação oficial de óbito. A defesa afirma que não há indicação de protocolo de morte encefálica e atribuiu a divulgação de versões divergentes a um erro de comunicação.
Procurado, o Hospital João XXIII orientou a imprensa a entrar em contato com a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais, responsável pela gestão da unidade. Em nota, a fundação informou que não divulga dados sobre o estado de pacientes em razão da Lei Geral de Proteção de Dados.