O Ministério Público de São Paulo pediu, nesta terça-feira (20), a condenação de Eduarda Campopiano (PL-SP), deputada estadual eleita, por transfobia contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). O caso envolve uma publicação feita pela política na rede social X, um dia após as eleições de 2026.
Na postagem, Campopiano questionou Erika Hilton sobre sua identidade de gênero e a votação recebida nas urnas. “Como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo?”, escreveu, acompanhando a frase de uma provocação.
O Ministério Público considera que a publicação tem caráter transfóbico e pede que Campopiano seja condenada ao pagamento de pelo menos R$ 100 mil por danos morais coletivos. A ação também solicita uma retratação pública e que a parlamentar seja proibida de fazer novas publicações transfóbicas, sob pena de multa.
Em manifestação anterior à imprensa, Campopiano classificou a postagem como uma “manifestação provocativa realizada no contexto de debate político nas redes sociais”. Ela também afirmou que não teve intenção de promover discriminação, violência ou hostilidade.
Campopiano é influenciadora digital e vereadora de Praia Grande, no litoral paulista. Ela foi eleita deputada estadual pelo Partido Liberal (PL) nas eleições de 2026.
Erika Hilton é deputada federal pelo PSOL de São Paulo e uma das principais representantes da população trans no Congresso Nacional. O pedido do Ministério Público ainda depende de análise da Justiça, que decidirá sobre a responsabilização da parlamentar eleita.
*Sob supervisão de Antonio Dilson Neto