O Comando do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que mantém sob sua custódia seis armas registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, e não oito, como havia informado inicialmente a defesa. A divergência levou os advogados a esclarecerem o paradeiro dos dois armamentos restantes.
Segundo a defesa, uma das armas é a pistola apreendida durante uma blitz realizada em junho deste ano. A outra é uma espingarda que permanece em uma empresa importadora, no Rio Grande do Sul. O armamento teria sido um presente destinado a Bolsonaro, mas nunca foi retirado.
O caso ocorre após decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, que determinou o recolhimento de todas as armas vinculadas ao ex-presidente para posterior envio à Polícia Federal. A medida integra as condições impostas para a manutenção da prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro.
Além da entrega dos armamentos, Moraes revogou o registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) do ex-presidente. Com os esclarecimentos apresentados pela defesa, caberá agora à Polícia Federal e ao STF verificar a localização de todas as armas e assegurar o cumprimento da decisão judicial.