O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho voltou a enfrentar uma disputa judicial relacionada à sua situação eleitoral às vésperas das eleições de 2026.
O caso envolve uma condenação por improbidade administrativa relacionada a supostas irregularidades na área da Saúde do Rio, ocorridas entre 2005 e 2006, quando Garotinho era secretário estadual.
A decisão que suspendeu os direitos políticos do ex-governador prevê um período de oito anos. O processo também determinou o ressarcimento aos cofres públicos de mais de R$ 234 milhões.
A situação ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter anulado, em junho deste ano, outra condenação de Garotinho relacionada à Operação Chequinho. Na ocasião, a Corte manteve a decisão do ministro Cristiano Zanin que considerou ilegais provas utilizadas no processo.
Com a anulação dessa condenação, Garotinho recuperou os direitos eleitorais e, em julho, foi anunciado pelo Republicanos como candidato ao Governo do Rio de Janeiro.
A defesa, por sua vez, contesta os efeitos da condenação por improbidade e sustenta que a decisão não deve impedir a candidatura. O ex-governador já afirmou, em processos anteriores, que pretende recorrer de decisões que restrinjam sua participação eleitoral.
O cenário jurídico ainda pode sofrer alterações com novos recursos e decisões da Justiça. A definição sobre o registro da candidatura deverá ser analisada pela Justiça Eleitoral durante o processo eleitoral de 2026.