O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, anulou a aprovação de um requerimento que determinava a quebra de sigilos fiscal e bancário de uma empresa com participação no Tayayá Resort. A decisão atendeu a pedido da Arleen Fundo de Investimento, que adquiriu participação no empreendimento fundado pela família do ministro Dias Toffoli.
Na decisão, Mendes destacou que o requerimento foi aprovado em bloco pela CPI do Crime Organizado, procedimento já questionado pelo ministro Flávio Dino. O pedido havia sido apresentado pelo senador Sergio Moro e tinha como alvo um fundo administrado pela Reag, investigada pela Polícia Federal por suposta participação em esquema de desvio de recursos do Banco Master.
O fundo realizou aporte milionário para aquisição de ações do Tayayá Resort, anteriormente pertencentes à Maridt Participações S.A. Segundo registros da Comissão de Valores Mobiliários, o investimento foi feito pela Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia em outubro de 2025.
Toffoli confirmou ser sócio da Maridt e afirmou desconhecer o gestor da Arleen, negando qualquer relação de proximidade com Daniel Vorcaro. O ministro também declarou que nunca recebeu valores do banqueiro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel.