Ao menos oito governadores decidiram não disputar as eleições de 2026 e devem permanecer nos cargos até o fim de seus mandatos. A escolha afasta a obrigatoriedade de renúncia prevista na legislação eleitoral para quem pretende concorrer a outros cargos.
Pelas regras, chefes do Executivo estadual precisam deixar o posto meses antes do pleito caso desejem participar da disputa. Ao abrir mão da candidatura, esses governadores mantêm suas funções até o término da gestão.
Nos bastidores, a decisão é atribuída a fatores políticos e estratégicos, como o cenário eleitoral incerto, articulações partidárias e a avaliação de que a permanência no cargo pode garantir maior estabilidade administrativa e influência na sucessão estadual.
O movimento também impacta diretamente a formação de alianças e a reorganização de candidaturas nos estados, já que reduz o número de nomes disponíveis para a disputa em 2026.
Até o momento, apenas um dos casos foi oficialmente confirmado, enquanto os demais são tratados como definidos nos bastidores políticos, segundo apuração de veículos de imprensa.
Veja quem são os governadores
Decisão divulgada publicamente:
- Eduardo Leite (PSD-RS)
Indicação de bastidores:
- Ratinho Júnior (PSD-PR)
- Fátima Bezerra (PT-RN)
- Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO)
- Paulo Dantas (MDB-AL)
- Wilson Lima (União-AM)
- Carlos Brandão (PSB-MA)
- Marcos Rocha (União-RO), conhecido como Coronel Marcos Rocha
Levantamentos apontam que a maioria dos governadores deve seguir caminhos distintos em 2026: parte pretende disputar o Senado, outros avaliam candidaturas à Presidência, enquanto um grupo menor opta por concluir o mandato sem entrar na corrida eleitoral.
A decisão de permanecer no cargo é vista, por analistas políticos, como uma estratégia para preservar capital político e manter influência direta nas eleições estaduais, especialmente na definição de sucessores.