Os trabalhadores da limpeza urbana da Bahia devem aderir à greve nacional da categoria marcada para o próximo dia 22 de junho. A confirmação foi feita pelo sindicalista Luiz Carlos Suíca, que atribuiu a mobilização à demora na tramitação do Projeto de Lei nº 4.146/2020, conhecido como PL dos Garis e Margaridas, atualmente em análise no Senado Federal.
Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, Suíca afirmou que a nova paralisação é uma tentativa de pressionar o Congresso Nacional a avançar com a votação da proposta, considerada uma das principais pautas da categoria. Na Bahia, a adesão ao movimento já foi confirmada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza do Estado da Bahia (Sindilimp-BA).
O projeto regulamenta a atividade dos trabalhadores da limpeza urbana, incluindo garis e margaridas que atuam nos serviços de varrição, coleta e destinação de resíduos. Entre os principais pontos do texto estão a criação de um piso salarial nacional de R$ 3.036 mensais e a garantia de adicional de insalubridade em grau máximo, correspondente a 40% do salário-base. Atualmente, em Salvador, o piso da categoria é de R$ 1.693,78 para uma jornada de 44 horas semanais.
Segundo o sindicalista, a paralisação nacional realizada em 15 de maio não resultou em avanços nas negociações com o Senado. Diante da falta de resposta, trabalhadores e entidades sindicais decidiram convocar uma greve geral, com possibilidade de duração por tempo indeterminado, até que haja uma definição sobre a tramitação da proposta.
Para Suíca, a mobilização busca reforçar a importância dos profissionais da limpeza urbana para o funcionamento das cidades e cobrar maior reconhecimento para a categoria. O sindicalista argumenta que a regulamentação da profissão representa uma medida de valorização dos trabalhadores que atuam diretamente na manutenção da saúde pública e da limpeza urbana.