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Irã confirma morte do aiatolá Ali Khamenei após bombardeio anunciado por Trump

Data:
Antonio Dilson Neto

Líder supremo governou por quase 40 anos; governo iraniano decreta luto e promete retaliação contra EUA e Israel

Irã confirma morte do aiatolá Ali Khamenei após bombardeio anunciado por Trump
Divulgação/WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental)

O governo do Irã confirmou neste sábado (28) a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. A informação foi divulgada pela agência estatal Fars e posteriormente reiterada por autoridades iranianas.

Horas antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia declarado que Khamenei foi morto durante um bombardeio conduzido com apoio de Israel. Segundo o governo iraniano, o líder foi atingido enquanto estava em seu local de trabalho.

Em nota oficial, o gabinete presidencial, comandado por Masoud Pezeshkian, anunciou 40 dias de luto nacional e a suspensão das atividades públicas por uma semana. O comunicado classificou o ataque como um “crime” atribuído aos Estados Unidos e ao que chamou de “regime sionista”, prometendo resposta.

O texto divulgado pela imprensa estatal descreve a morte como um “martírio” e afirma que o episódio abrirá uma nova fase na história do islamismo xiita. Também sustenta que a ação desmente rumores de que o líder vivia escondido por temor de atentados.

As Guardas Revolucionárias do Irã divulgaram mensagem afirmando que continuarão a linha política e religiosa traçada por Khamenei. O comunicado foi acompanhado por manifestações de pesar na televisão estatal, cujo principal apresentador confirmou a morte visivelmente emocionado.

Nas redes sociais, Trump afirmou que Khamenei “não conseguiu escapar” da inteligência americana, que teria atuado em parceria com Israel. Em publicação na plataforma Truth Social, o presidente declarou que os bombardeios contra o Irã continuarão com o objetivo de garantir “paz no Oriente Médio e no mundo”. Ele também disse esperar que integrantes das forças iranianas abandonem o regime.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, havia mencionado indícios da morte após a destruição de um complexo ligado ao líder iraniano.

Khamenei esteve à frente do Irã por quase quatro décadas e foi a principal autoridade política e religiosa do país, concentrando o comando das Forças Armadas e influência direta sobre o Judiciário e o Parlamento. Sua morte ocorre em meio à escalada mais grave entre Teerã, Washington e Tel Aviv em anos, com impacto ainda incerto sobre o equilíbrio regional.

 

 

 

 

 

 

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