Exatos três anos após os atos antidemocráticos que resultaram na invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (8), que o 8 de janeiro entrou para a História como o dia da vitória da democracia brasileira.
A declaração foi feita durante a Cerimônia em Defesa da Democracia, realizada no Palácio do Planalto, que relembrou os ataques de 2023 e reforçou o compromisso das instituições com a preservação do Estado Democrático de Direito.
“O 8 de janeiro está marcado na História como o dia da vitória da democracia. Vitória sobre os que tentaram tomar o poder pela força, desprezando a vontade popular expressa nas urnas”, afirmou Lula.
Para o presidente, a data deve funcionar como um alerta permanente, já que ameaças à democracia podem se repetir se as instituições não permanecerem vigilantes. Para reforçar o argumento, Lula citou o filósofo e poeta hispano-americano George Santayana: “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”.
Democracia exige justiça social, diz Lula
Durante o discurso, Lula destacou que a democracia não se sustenta apenas com instituições formais, mas exige redução das desigualdades e ampliação de direitos.
“Não há democracia plena sem justiça social. A verdadeira democracia exige a construção de um país cada vez mais justo e menos desigual, com mais direitos e menos privilégios. Um país onde saúde e educação de qualidade sejam direito de todos, e não privilégio de quem pode pagar”, afirmou.
Lula também defendeu que o 8 de janeiro seja lembrado não pelo ataque em si, mas pela derrota da tentativa de ruptura institucional. “Os traidores da pátria, que conspiraram contra o Brasil para causar o caos na economia e o desemprego de milhões de brasileiros, foram derrotados. O Brasil venceu. O povo brasileiro venceu”, declarou.