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Lula diz que 'quem cometeu delito tem que pagar' em meio à crise no STF

Data:
Atualizado em: 16 de Setembro de 2026
Da redação

Presidente afirmou que defende julgamento justo e direito de defesa, mas disse que regra vale para qualquer investigado

Lula diz que 'quem cometeu delito tem que pagar' em meio à crise no STF
Reprodução/Getty Images

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (16) que eventuais delitos cometidos por integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) devem ser punidos. Em entrevista ao podcast “Desce a Letra Show”, o presidente disse defender o direito de defesa e um julgamento justo, mas ressaltou que a regra deve valer para todos, incluindo os ministros da Corte.

“Todo mundo que cometeu erro tem que ser julgado. Eu defendo julgamento justo, direito de defesa, mas, se cometeu delito, tem que pagar. Vale para mim, vale para o Fachin, vale para o Moraes. Essa é a minha tese”, declarou.

A fala ocorreu um dia após o STF suspender a análise sobre a abertura de uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dino antes que o plenário discutisse o conteúdo principal do caso.

Lula também rebateu críticas que o associam à indicação de ministros do STF. Moraes foi nomeado pelo então presidente Michel Temer, em 2017, enquanto Kassio Nunes Marques e André Mendonça chegaram à Corte durante o governo Jair Bolsonaro. “Eu não era presidente quando o ministro Alexandre de Moraes foi indicado para a Suprema Corte”, afirmou.

Apesar de defender a apuração de eventuais irregularidades, Lula elogiou a atuação de Moraes à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2022. Para o presidente, o ministro teve papel importante na defesa do sistema eleitoral diante dos questionamentos feitos pelo então presidente Jair Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas.

“Eu acho que o Moraes prestou um serviço à democracia. Ele foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral na eleição em que eu ganhei e sabe da tentativa que o Bolsonaro fez de destruir a credibilidade da urna eletrônica”, disse.

Lula voltou a afirmar que considera o sistema de votação brasileiro seguro e declarou que as urnas eletrônicas não dependem da internet para funcionar. O presidente também disse que pretende rebater o que considera versões distorcidas sobre a crise envolvendo o STF.

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