O cardiologista Brasil Caiado, um dos médicos que acompanham Jair Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (7) que o ex-presidente caiu ao tentar caminhar dentro da sala da Polícia Federal onde está preso. Segundo o médico, não houve confirmação de crise convulsiva, hipótese inicialmente considerada após o episódio.
De acordo com Caiado, a queda ocorreu na madrugada de terça-feira (6). “Inicialmente, nós pensamos que fosse uma queda da cama, mas, posteriormente, conversando com ele e relembrando os fatos, nos leva a crer que ele levantou, tentou caminhar e caiu”, explicou.
Sobre a possibilidade de convulsão, o cardiologista foi direto. “Em relação à crise convulsiva, não se confirmou pelo exame. Foi uma suspeita clínica. Fica no ar, mas provavelmente não ocorreu”, afirmou.
Os exames realizados nesta quarta-feira (7) apontaram um traumatismo craniano leve, sem qualquer evidência de lesões intracranianas. Segundo Caiado, Bolsonaro não apresentou episódios de confusão mental, mas relatou tonturas e sensação de desequilíbrio após a queda.
O médico relatou ainda que, inicialmente, Bolsonaro teve dificuldade para se lembrar do ocorrido. “Ontem, ele não conseguia se lembrar exatamente. Hoje, reconstituindo os fatos, me parece que ele lembrou que havia levantado e que foi caindo”, disse.
Apesar do impacto, Caiado avaliou que a lesão não é preocupante. “A gente segue nas hipóteses diagnósticas, e o que me chama mais atenção é a interação medicamentosa”, completou.
Defesa deve reforçar pedido de prisão domiciliar
Após a realização dos exames, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que a defesa voltará a reforçar o pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente.
“Ele deveria estar em casa. Não deveria estar em uma solitária com 70 anos e vários problemas de saúde que precisam ser administrados”, declarou, em entrevista no hospital antes do retorno de Bolsonaro à Superintendência da Polícia Federal.