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Nomes de baianos Dal Barreto e 'Jau da Lubrijau' aparecem em escritório alvo da PF

Data:
Jean Mendes

A Refit, antiga Manguinhos, é investigada por "sofisticado esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro"

Nomes de baianos Dal Barreto e 'Jau da Lubrijau' aparecem em escritório alvo da PF
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A Polícia Federal achou, na janela do escritório da Refit, nomes de baianos que têm relação com venda de combustíveis e alvos também de operações policiais. As escritas Dal Barreto e Jailson Ribeiro "Jau" estavam feitas à mão, segundo divulgou neste sábado (29) o G1.

Foto: G1 

A Refit, antiga Manguinhos, é investigada por "sofisticado esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis". Segundo a PF, o grupo possui relação com alvos da "Operação Carbono Oculto" e movimentou mais de R$ 70 bilhões em apenas um ano, utilizando empresas próprias, fundos de investimento e offshores — incluindo uma exportadora fora do Brasil — para ocultar e blindar lucros.

Segundo o G1, a suspeita, por enquanto, é de que Dal Barreto, deputado federal pelo União Brasil e empresário do ramo de revenda de combustíveis, possa ter sido listado na janela apenas como concorrente da Refit. 

"Eu não conheço ninguém que eu saiba que tem algum envolvimento com Refit. Nunca fiz nenhum negócio com essa empresa, até porque eles falaram em refinaria. Eu tenho um posto revendedor. Eu entendo que eles só podem vender para a distribuidora, para a distribuidora vender para a gente. Então, eu só compro combustível nas distribuidoras, quase sempre na Shell, porque tenho um contrato com a Shell. Não sei por que meu nome estava lá", disse, ao G1.

Dal é um dos alvos da "Operação Overclean" - que mira organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro -.

Jailson Couto Ribeiro, o Jau da Lubrijau ou Jau Ribeiro, foi preso em outubro, no âmbito de operação da Polícia Civil da Bahia que investiga rede empresarial destinada à adulteração e comercialização irregular de combustíveis em território baiano. Ele também é investigado pela Polícia Federal na "Carbono Oculto", que identificou elo entre empresários do ramo de combustíveis com a facção Primeiro Comando da Capital. 

A PF investiga, também, o motivo de o nome dele ter sido escrito na janela do escritório da Refit. 

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