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Ofício aponta autorização para reduzir viagens de ônibus em Salvador no dia da eleição

Data:
Atualizado em: 27 de Outubro de 2026
Maria Eduarda Moura

Caso será investigado pela Polícia Federal, após determinação do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia

Ofício aponta autorização para reduzir viagens de ônibus em Salvador no dia da eleição
Semob

Documentos enviados pela Prefeitura de Salvador ao Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que a gestão municipal autorizou intervalos maiores entre viagens de ônibus no segundo turno das eleições, realizado no domingo (25). O caso será investigado pela Polícia Federal, após determinação do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), diante de suspeitas de prejuízo ao deslocamento de eleitores.

Embora a prefeitura tenha informado ao STF que manteve a programação do primeiro turno, com 2,9 mil viagens, o planejamento apresentado previa intervalos superiores aos praticados em dias úteis em algumas linhas. Na linha 1328, entre Pirajá e Mussurunga, o intervalo previsto passou de 25 a 30 minutos para 40 a 50 minutos. Já na linha 1246, entre Pirajá e Patamares, a espera prevista era de 70 minutos, contra 22 minutos em dias úteis. Na linha 141, entre a Lapa e o Hospital Geral do Estado, o intervalo chegava a 55 minutos, ante 22 minutos habitualmente.

No domingo da votação, uma fiscalização do Procon-BA identificou 944 ônibus parados em sete garagens. O prefeito Bruno Reis afirmou que parte dos veículos fazia parte da frota reserva e atribuiu os atrasos da manhã à colocação de adesivos eleitorais nos ônibus, que precisaram ser retirados. Segundo a prefeitura, a circulação foi normalizada às 10h30.

Em resposta à Justiça Eleitoral, a gestão municipal argumentou que a presença de ônibus nas garagens faz parte da operação habitual do sistema. Também alegou que a convocação de 100% da frota, determinada durante a tarde, exigiu chamar motoristas que estavam de descanso, o que teria atrasado a retomada do serviço.

O TRE-BA determinou a investigação de possíveis crimes eleitorais e solicitou a preservação de documentos sobre a operação. A prefeitura sustenta que adotou uma programação semelhante à do primeiro turno, enquanto as circunstâncias da redução do serviço e as eventuais responsabilidades seguem sob apuração.

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