O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a pressão sobre Cuba neste domingo ao afirmar em sua rede social, Truth Social, que a ilha deixará de receber petróleo e dinheiro da Venezuela, seu principal parceiro energético e financeiro por décadas, e sugeriu que Havana negocie com Washington “antes que seja tarde demais”.
Trump acusou Cuba de “viver por muitos anos” graças ao apoio venezuelano, em troca de supostos “serviços de segurança” prestados aos últimos líderes de Caracas, e declarou que esse arranjo “acabou”. A declaração ocorre em meio a tensões regionais após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas em 3 de janeiro.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel respondeu nas redes sociais defendendo a soberania de seu país e acusando os EUA de agressão histórica. “Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dirá o que fazer”, afirmou, acrescentando que a ilha se prepara para “defender a Pátria até a última gota de sangue”.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba também rebateu as acusações de Trump, negando que Havana tenha recebido compensação pelos serviços mencionados e afirmando o direito de Cuba de manter relações comerciais com quem desejar sem interferência dos EUA.
A escalada reflete uma intensificação da postura norte-americana contra o governo cubano, centrada em cortes de apoio externo e exigência de negociação, e aprofunda a crise diplomática na região após a operação em solo venezuelano.