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TSE dá 24 horas para Meta comprovar tratamento igual às campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro

Data:
Atualizado em: 19 de Outubro de 2026
Victor Quirino*

Multa diária pode subir de R$ 500 mil para R$ 1 milhão caso empresa não comprove cumprimento da decisão

TSE dá 24 horas para Meta comprovar tratamento igual às campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro
Reprodução/Freepik

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu prazo de 24 horas para a Meta comprovar que cumpriu a determinação de garantir igualdade na distribuição de conteúdos políticos das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Caso a empresa não apresente as provas, a multa diária sofrerá aumento de R$ 500 mil para R$ 1 milhão.

Decisão vale até o fim do segundo turno

A decisão foi confirmada por unanimidade pelo plenário do TSE na sexta-feira (16) e vale até o fim do segundo turno, em 25 de outubro. Lula e Flávio acionaram a Justiça Eleitoral alegando que suas publicações de campanha são prejudicadas nas plataformas da empresa, que administra Instagram, Facebook e WhatsApp.

Meta deve apresentar relatórios

Bellizze também determinou a entrega de relatórios individualizados, em português, com explicações sobre as medidas adotadas e as restrições no impulsionamento de publicações. O ministro afirmou que a Meta não pode alterar unilateralmente os prazos estabelecidos pela Justiça, e que a apresentação de recurso não suspende a obrigação de cumprir a decisão.

Restrições na distribuição de conteúdo

Entre as medidas exigidas estão esclarecimentos sobre os sistemas de recomendação, análise de anúncios das duas candidaturas e investigação de possíveis redes de perfis inautênticos. A empresa também deverá demonstrar que não aplica restrições desiguais à distribuição de publicações, às recomendações ou aos resultados de buscas relacionados aos candidatos.

Flávio Bolsonaro foi autorizado a participar do processo como interessado e poderá apresentar argumentos sobre a igualdade de tratamento entre as campanhas. A ação foi inicialmente apresentada pela campanha de Lula, que apontou possíveis restrições à circulação de conteúdos ligados ao seu campo político.

A Meta nega favorecer candidatos ou interferir no processo eleitoral brasileiro. A empresa afirma que seus sistemas não distribuem conteúdos com base em ideologia política e que suas regras são aplicadas igualmente a todos.

 

*Sob supervisão de Antonio Dilson Neto

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