A Bahia deu início, nesta quarta-feira (24), à contagem regressiva de 365 dias para a Copa do Mundo FIFA de Futebol Feminino 2027. O marco foi celebrado em um evento realizado no Dique do Tororó, em Salvador, reunindo esporte, cultura e ações voltadas ao fortalecimento do protagonismo feminino.
A programação contou com a inauguração de uma placa comemorativa e a revitalização do monumento em formato de berimbau, que recebeu as cores da competição. A intervenção preserva a homenagem a Moa do Katendê, importante referência da cultura popular baiana. O evento também teve recepção especial com baianas, reforçando a conexão entre o torneio e a identidade cultural do estado.
Segundo o diretor-geral da Sudesb, Vicente Neto, a conquista de Salvador como cidade-sede é resultado de um trabalho conjunto do Governo da Bahia, envolvendo diversas secretarias estaduais na preparação para o evento.
A expectativa é que a Copa impulsione o turismo esportivo, fortaleça o comércio e os serviços e amplie a atração de eventos e investimentos para o estado. No campo social, a estratégia inclui incentivar a prática do futebol feminino e ampliar a participação das mulheres no esporte e na cultura.
A celebração reuniu atletas do futebol feminino baiano, entre elas Iara Pereira, de 51 anos, fundadora do time Remo, da Península de Itapagipe. Ela destacou a importância do momento para reconhecer a trajetória das pioneiras da modalidade e ampliar oportunidades para novas gerações de atletas.
A edição de 2027 será a primeira Copa do Mundo Feminina realizada no Brasil e na América do Sul. Além de Salvador, a competição terá jogos em Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.
Na Bahia, os preparativos são coordenados por meio do programa Elas em Campo, que reúne ações nas áreas de mobilidade urbana, turismo, cultura, desenvolvimento econômico e políticas para as mulheres. A proposta é garantir uma estrutura adequada para receber delegações, torcedores e visitantes, além de ampliar os impactos sociais e econômicos do torneio.
Para a chefe de gabinete da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Patrícia Barreto, a competição representa um marco para a promoção da igualdade de gênero e para o fortalecimento da presença feminina em diferentes espaços da sociedade.