A Auditoria-Fiscal do Trabalho na Bahia notificou o Yacht Clube da Bahia para prestar esclarecimentos sobre uma denúncia de suposta agressão a uma funcionária após ela declarar intenção de votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O caso está sendo investigado como possível assédio eleitoral e ganhou repercussão nas redes sociais nesta semana.
Auditores-fiscais estiveram no clube para realizar diligências e solicitar documentos. A apuração busca verificar se houve violência ou pressão política no ambiente de trabalho. O caso também foi encaminhado à Polícia Civil, e o Ministério Público Eleitoral poderá investigar a ocorrência.
Em manifestação inicial, o Yacht Clube informou que ouviu a funcionária, que teria negado ter sofrido agressão, e analisou imagens das câmeras de segurança, sem encontrar registros que confirmassem o episódio. Posteriormente, a instituição encaminhou documentos e imagens à Polícia Civil para apuração independente.
A denúncia ganhou repercussão após um associado divulgar um relato sobre o suposto episódio. Posteriormente, ele reconheceu que não presenciou a cena e se retratou por ter apresentado informações de terceiros como se fossem fatos confirmados.
A Auditoria-Fiscal do Trabalho reforça que o assédio eleitoral ocorre quando trabalhadores são ameaçados, constrangidos ou recebem vantagens para votar ou deixar de votar em determinado candidato. A investigação busca esclarecer os fatos e identificar possíveis responsabilidades.