Quatro militares dos Estados Unidos morreram após a queda de um avião-tanque Boeing KC-135 Stratotanker no Iraque, informou nesta sexta-feira (13) o Comando Central dos Estados Unidos.
Segundo o comunicado oficial, quatro dos seis tripulantes foram confirmados mortos, enquanto as equipes de resgate continuam as buscas pelos outros dois ocupantes da aeronave. “As circunstâncias do incidente estão sob investigação. No entanto, a perda da aeronave não foi causada por fogo inimigo nem por fogo amigo”, afirmou o comando militar.
Com a confirmação, sobe para 11 o número de militares norte-americanos mortos no conflito contra o Irã.
De acordo com o Exército americano, o avião perdeu o controle na quinta-feira enquanto sobrevoava o espaço aéreo iraquiano durante a Operação Fúria Épica, ofensiva conduzida pelos Estados Unidos contra o Irã.
Outra aeronave também esteve envolvida no incidente, mas conseguiu pousar em segurança. O comando militar não divulgou o estado de saúde ou o paradeiro dos dois tripulantes restantes, nem a identidade das vítimas, já que os familiares ainda estão sendo notificados.
Bases militares americanas no Iraque têm sido usadas como apoio logístico nas operações contra o Irã desde o final de fevereiro.
Pouco depois da divulgação do comunicado americano, a agência estatal iraniana Fars News Agency apresentou uma versão diferente. Segundo o veículo, a aeronave teria sido atingida por um míssil disparado por grupos de resistência no Iraque, e toda a tripulação teria morrido. Até o momento, as Forças Armadas dos Estados Unidos mantêm a versão de que não houve ataque inimigo.
O Boeing KC-135 Stratotanker é a principal aeronave de reabastecimento aéreo da Força Aérea americana. O modelo, derivado do avião comercial Boeing 707, entrou em operação em 1957 e continua em serviço após sucessivas modernizações. Ao todo, 803 unidades foram produzidas, e além dos Estados Unidos o modelo também é utilizado por países como Chile, Índia e Turquia.
A aeronave costuma operar com três tripulantes principais: piloto, copiloto e operador da lança de reabastecimento. Em algumas missões também há um navegador. Diferentemente de caças, o KC-135 não possui sistema de ejeção, o que pode reduzir as chances de sobrevivência em acidentes.
Este não é o primeiro problema envolvendo aeronaves americanas no atual conflito. No início de março, três caças F-15 Eagle da Força Aérea dos EUA foram abatidos por engano por forças do Kuwait em um episódio de fogo amigo.
Os seis pilotos conseguiram se ejetar e foram resgatados com vida.