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Caso Sara Freitas: júri condena trio por assassinato da cantora

Data:
Antonio Dilson Neto

As penas fixadas foram de 34 anos e cinco meses de prisão para Ederlan, 33 anos e dois meses para Victor Gabriel e 28 anos e seis meses para Weslen, que teve a condenação reduzida após confessar participação no crime.

Caso Sara Freitas: júri condena trio por assassinato da cantora
Reprodução/Redes Sociais

O Tribunal do Júri de Dias D’Ávila condenou, nesta quarta-feira (25), três acusados pelo assassinato da cantora gospel Sara Freitas, morta em outubro de 2023. Entre os condenados está o viúvo da artista, apontado como mentor do crime.

Foram sentenciados Ederlan Santos Mariano, Weslen Pablo Correia de Jesus e Victor Gabriel Oliveira Neves. Eles foram considerados culpados por feminicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe: mediante pagamento ou promessa de recompensa; uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver e associação criminosa.

As penas fixadas foram de 34 anos e cinco meses de prisão para Ederlan, 33 anos e dois meses para Victor Gabriel e 28 anos e seis meses para Weslen, que teve a condenação reduzida após confessar participação no crime.

De acordo com a denúncia do Ministério Público da Bahia, Sara foi atraída sob o pretexto de participar de um evento religioso e acabou vítima de uma emboscada. A investigação aponta que ela foi assassinada com 22 golpes de faca. O corpo foi ocultado e posteriormente queimado, numa tentativa de dificultar a identificação e a apuração do crime.

Ainda segundo o MP, os acusados agiram de forma coordenada, com divisão de tarefas e motivação financeira, além de interesses ligados à carreira artística de um dos envolvidos.

Durante o julgamento, a promotora Mirela Brito afirmou que a condenação representa uma resposta à gravidade do crime. “Diante do irreversível, clamamos por justiça, e a sociedade deu esse retorno”, disse. Ela também ressaltou o caráter simbólico da decisão, ao reforçar que o feminicídio é um crime grave e com consequências.

O caso já havia resultado na condenação de um quarto envolvido. Em abril deste ano, Gideão Duarte de Lima recebeu pena de mais de 20 anos de prisão por participação na emboscada, ao atrair a vítima até o local do crime.

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