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Conselho de Segurança da ONU convoca reunião de emergência sobre ação dos EUA na Venezuela

Data:
Da redação

Convocação foi confirmada no sábado (3) pela presidência do órgão, atualmente sob comando da Somália

Conselho de Segurança da ONU convoca reunião de emergência sobre ação dos EUA na Venezuela
Divulgação

O Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião de emergência nesta segunda-feira (5) para discutir a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela. A convocação foi confirmada no último sábado (3) pela presidência do órgão, atualmente sob comando da Somália.

Segundo a Missão Permanente da Somália, o encontro está previsto para as 12h (horário de Brasília). O país africano ocupa a presidência rotativa do Conselho durante o mês de janeiro.

A reunião foi convocada após os Estados Unidos lançarem, no sábado, uma operação militar em território venezuelano que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, em Caracas, conforme informaram autoridades americanas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar profundamente alarmado com a escalada da crise. Em comunicado divulgado por seu porta-voz, ele classificou a ação como um “precedente perigoso” e destacou a necessidade de respeito ao direito internacional e à Carta da ONU.

Guterres também pediu que todas as partes envolvidas se engajem em um diálogo inclusivo, com respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito.

Ainda no sábado, a Missão Permanente da Venezuela na ONU enviou uma carta ao presidente do Conselho de Segurança, Abukar Dahir Osman, condenando os ataques dos EUA, classificados como “brutais, injustificados e unilaterais”.

No documento, o governo venezuelano exige uma condenação internacional à ação, a suspensão imediata das operações militares e a responsabilização de Washington por “crime de agressão”.

A Venezuela afirma que forças americanas bombardearam alvos civis e militares em Caracas e em outras cidades, além de realizarem ataques aéreos em diferentes regiões do país.

A realização da reunião de emergência conta com o apoio da Colômbia, membro não permanente do Conselho, e da Rússia, membro permanente do órgão.

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