WhatsApp

Médico é investigado por estupro de vulnerável e pornografia infantil em Salvador

Data:
Atualizado em: 27 de Agosto de 2026
Da redação

Urologista foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira (27), durante operação da Polícia Civil da Bahia

Médico é investigado por estupro de vulnerável e pornografia infantil em Salvador
Reprodução/Redes Sociais

O urologista Samuel Juncal é investigado pela Polícia Civil da Bahia por suspeita de estupro de vulnerável, produção e armazenamento de material de pornografia infantil. Na manhã desta quinta-feira (27), policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do médico, na Barra, em Salvador. Não havia ordem de prisão contra ele.

A ação faz parte da Operação Brilho do Amanhã, deflagrada nesta quinta pela Polícia Civil. Ao todo, cerca de 120 policiais participam da operação, que cumpre mandados em Salvador e nos municípios de Lauro de Freitas, Itagi, Seabra, São Félix e Conceição do Coité.

Formado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Juncal possui especializações em cirurgia geral e urologia, além de mestrado e doutorado. O médico também realizou capacitações em cirurgia laparoscópica e robótica no Brasil e no exterior.

Samuel Juncal já atuou como professor adjunto do Departamento de Cirurgia da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e como preceptor do Hospital Universitário Professor Edgar Santos. Atualmente, atende no Hospital Aliança, em Salvador.

Após o início das investigações, o médico desativou suas redes sociais. Ele mantinha um perfil com cerca de 2 mil seguidores, no qual compartilhava principalmente conteúdos relacionados à saúde masculina. Juncal é casado e tem uma filha.

Em nota, a defesa afirmou que o médico é inocente e classificou as acusações como “infundadas e caluniosas”. Segundo os advogados, Juncal tem colaborado com as autoridades e com o Judiciário e já teria indicado testemunhas à polícia que, de acordo com a defesa, podem contribuir para esclarecer os fatos.

A operação também investiga crimes praticados no ambiente digital. Dispositivos eletrônicos apreendidos devem passar por análise para auxiliar na investigação e na identificação de possíveis envolvidos.

A ação é coordenada pelo Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), com participação de unidades da Polícia Civil, Departamento de Polícia Técnica (DPT), Polícia Militar e Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap).

Tenha notícias
no seu e-mail