Levantamento do instituto Paraná Pesquisas indica que 44,3% dos brasileiros avaliam que a segurança pública piorou durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dado evidencia a percepção de aumento da insegurança e destaca um dos principais desafios da atual gestão.
Segundo a analista Débora Bergamasco, apesar de a segurança pública ter sido tratada como prioridade desde o início do governo, os resultados práticos ficaram abaixo das expectativas. A área esteve inicialmente sob comando de Flávio Dino e, posteriormente, de Ricardo Lewandowski, no Ministério da Justiça e Segurança Pública, sem apresentar entregas proporcionais à preocupação demonstrada.
Entre as principais iniciativas do governo estão a Lei Antifacção, que sofreu mudanças profundas no Congresso e acabou reformulada pela oposição, com atuação do deputado Guilherme Derrite, e a PEC da Segurança Pública, que até agora não produziu efeitos concretos para a população.
Embora a Constituição atribua aos governadores a responsabilidade central pela segurança pública, com apoio dos municípios, a sensação de insegurança nas ruas impacta diretamente a avaliação do governo federal. A pesquisa mostra que o tema tem peso relevante na percepção da população.
Mesmo com avanços na área econômica — considerada um dos pontos fortes da gestão, como a retirada do Brasil do mapa da fome e a redução da extrema pobreza por meio de programas sociais —, os resultados não têm sido suficientes para neutralizar a avaliação negativa na segurança pública.
Diante desse cenário, cresce a cobrança por propostas mais efetivas para os próximos anos. A justificativa de que projetos foram enviados ao Congresso, mas não avançaram, tende a ter pouco impacto junto a uma população que cobra respostas concretas e melhorias reais na segurança.