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Bahia tem 19 cientistas entre os mais influentes do mundo

Data:
Atualizado em: 31 de Outubro de 2026
Victor Quirino*

Pesquisadores vinculados a nove instituições do estado aparecem em levantamento internacional

Bahia tem 19 cientistas entre os mais influentes do mundo
Divulgação/UFBA

Dezenove cientistas vinculados a instituições com atuação na Bahia estão entre os pesquisadores mais influentes do mundo, segundo levantamento internacional elaborado com dados da Elsevier/Scopus em parceria com pesquisadores da Universidade Stanford. Dez deles têm ligação com a Universidade Federal da Bahia (Ufba), que concentra a maior representação do estado.

Além da Ufba, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) aparece com dois pesquisadores. Outras sete instituições têm um representante cada: Unilab, Uefs, Ufob, Senai Cimatec, Uneb, Uesc e Univasf.

A lista reúne pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento e considera indicadores de citações e impacto científico. O levantamento identifica profissionais cujos trabalhos têm ampla repercussão na comunidade acadêmica internacional.

A classificação foi elaborada pelo professor John Ioannidis e sua equipe e publicada na revista científica PLOS Biology. O estudo considera pesquisadores entre os 2% mais influentes de suas respectivas subáreas, abrangendo 20 grandes áreas e 174 disciplinas.

O ranking apresenta recortes distintos, que avaliam tanto o impacto acumulado ao longo da carreira quanto o desempenho em um ano específico. A análise utiliza dados da Scopus até agosto de 2026, com métricas de citação consolidadas até o fim de 2025.

Apesar da presença de pesquisadores baianos, a participação feminina no grupo é reduzida: apenas duas mulheres aparecem na lista. As cientistas destacam que, embora haja avanços na presença feminina na academia, desigualdades em cargos de liderança e reconhecimento profissional ainda persistem.

Pesquisadores também apontam desafios para a produção científica no estado, como limitações de financiamento e infraestrutura, além da necessidade de conciliar ensino, pesquisa, extensão e atividades administrativas. Eles defendem a ampliação dos investimentos em ciência e tecnologia e o fortalecimento da pesquisa no interior.

A relação evidencia a contribuição de instituições baianas para a produção científica internacional, especialmente das universidades públicas. 

Confira abaixo os 19 pesquisadores e suas instituições:

Marcos Pereira — Ufba

Matheus Melo Pithon — Uesb

Mansueto Gomes-Neto — Ufba

José Patrício Bispo Júnior — Ufba

José Cleiton Sousa dos Santos — Unilab

Marcos Almeida Bezerra — Uesb

Federico Costa — Ufba

André Rodrigues Durães — Ufba

Eraldo Medeiros Costa-Neto — Uefs

Luiza Amim Mercante — Ufba

Daniel Véras Ribeiro — Ufba

Bruno Fonseca-Santos — Ufba

Paulo Henrique Gonçalves Dias Diniz — Ufob

Milena Botelho Pereira Soares — Senai Cimatec

Walter Nei Lopes dos Santos — Uneb

André Wilson Machado — Ufba

Franklin Riet-Correa — Ufba

Mirco Solé Kienle — Uesc

Carlos Dornels Freire de Souza — Univasf

 

*Sob supervisão de Antonio Dilson Neto

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