Cerca de 5 milhões de brasileiros deixaram de ter acesso às plataformas de apostas autorizadas pelo governo até agosto de 2026. O número representa aproximadamente 12,5% dos 40 milhões de usuários ativos cadastrados no Sistema de Gestão de Apostas (Sigap).
Do total, cerca de 3 milhões são beneficiários de programas sociais, enquanto 800 mil tiveram o acesso bloqueado após aderirem a programas de renegociação de dívidas. Outros 1,2 milhão solicitaram voluntariamente a autoexclusão.
O bloqueio para beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) foi determinado pelo Ministério da Fazenda após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
AUTOEXCLUSÃO
A Plataforma Centralizada de Autoexclusão foi criada em dezembro de 2025 para permitir que os próprios usuários bloqueiem o acesso às casas de apostas. Até agosto, mais de 1,2 milhão de pedidos haviam sido registrados.
A principal justificativa apresentada foi a “perda de controle sobre o jogo”, relacionada à saúde mental, responsável por 35,93% das solicitações. Em seguida, aparece a preocupação com o uso de dados pessoais pelas plataformas, com 20,63%.
Segundo o governo, 66,95% dos usuários optaram pelo bloqueio por tempo indeterminado, enquanto 21,6% escolheram a suspensão pelo período de um ano.
A plataforma também oferece cursos gratuitos sobre os impactos financeiros e comportamentais das apostas, além de um autoteste de saúde mental e informações sobre serviços de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).