A literatura contemporânea brasileira ganha um novo lançamento com a chegada de Coreografia do Colapso, obra do poeta, médico e DJ Alan Roger. O livro reúne poemas que atravessam temas como solidão, exaustão, hiperconectividade, relações humanas e resistência emocional em meio às pressões da vida contemporânea.
Com uma escrita marcada por referências urbanas e existenciais, a obra propõe uma reflexão sobre o desgaste causado pela rotina, pelas exigências do capitalismo e pela busca constante por sentido. Ao longo dos poemas, Alan Roger mistura imagens de colapso, desejo, cansaço e reinvenção.
O livro também aborda experiências queer, saúde mental e a sensação de anestesia coletiva diante das violências do cotidiano. Em um dos trechos divulgados, o autor descreve a poesia como “artefato humano propositalmente inútil e vital” e afirma que “a poesia, por exemplo, salvou-me hoje de manhã”.
Segundo a divulgação da obra, Coreografia do Colapso busca transformar a fragilidade em possibilidade de reconstrução. A proposta aparece já no conceito central do livro, definido como o desejo de “entrar em colapso e perceber-me, outra vez, semente”.
Natural de Miranda, Alan Roger vive atualmente em Salvador e já publicou outras obras de poesia, como Pé-de-mostarda (2016), O que nasce dentro de mim quando o sol se põe não é a lua (2020) e Acomodações Provisórias (2025).
Entre os poemas divulgados está “No ônibus errado”, texto que reflete sobre desvio, exaustão e arte como sobrevivência emocional. “Flor que brota do concreto e dá sentido ao erro, ao desvio, à viagem”, escreve o autor.
O lançamento da obra é apresentado pela editora como um convite para enxergar beleza nas falhas e insistir na criação artística mesmo em tempos de esgotamento coletivo.