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Projeto propõe reconhecer ‘grau de moto’ como modalidade esportiva na Bahia

Data:
Da redação

Proposta apresentada na Assembleia Legislativa prevê espaços específicos para a prática e estabelece regras de segurança para os motociclistas

Projeto propõe reconhecer ‘grau de moto’ como modalidade esportiva na Bahia
Reprodução/Freepik

Um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) pretende reconhecer o wheeling, conhecido popularmente como “grau de moto”, como modalidade esportiva no estado. A proposta é de autoria do deputado estadual Roberto Carlos e foi apresentada em agosto deste ano.

Pelo texto, a prática de manobras e acrobacias com motocicletas seria permitida como esporte apenas em locais destinados especificamente à atividade. Os espaços poderiam ser públicos ou privados e deveriam ser designados pelos órgãos públicos, seguindo a legislação vigente.

Proposta prevê criação de espaços específicos

O projeto também autoriza o Poder Executivo estadual ou municipal a destinar áreas para a prática do grau de moto. A intenção é criar ambientes adequados para treinos, eventos e competições, separando a atividade esportiva das manobras realizadas em vias públicas.

Entre os requisitos previstos estão uma pista asfaltada com dimensões suficientes para a realização das manobras e para garantir a segurança do público, além do uso dos equipamentos obrigatórios previstos na legislação de trânsito. O texto também determina que as motocicletas utilizadas estejam com o IPVA em dia.

Na justificativa, Roberto Carlos afirma que o objetivo é diferenciar a prática esportiva das infrações de trânsito. Segundo o parlamentar, manobras realizadas em vias públicas e que coloquem em risco motociclistas ou terceiros devem continuar sendo fiscalizadas e punidas.

A proposta cita ainda o reconhecimento do wheeling pela Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM), que atualmente mantém a modalidade entre as categorias do motociclismo esportivo.

Caso seja aprovada, a regulamentação mais detalhada da prática ficará a cargo do Poder Executivo. O projeto ainda precisa passar pela tramitação na Assembleia Legislativa antes de se tornar lei.

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