A Ladeira do Curuzu, no bairro da Liberdade, em Salvador, foi tomada pelo público, na noite de sábado (2), que chegou para acompanhar a saída do mais belo dos belos, o Ilê Aiyê. O bloco comemorou 50 anos de fé, ancestralidade e resistência.
Presidente do bloco, Vovô do Ilê enfatizou a missão da entidade ao longo de suas cinco décadas. “A resistência, a gente quer é liberdade, igualdade e respeito".
A pesquisadora Valéria Lima define, a partir da sua experiência na comunidade, a dimensão do bloco. “O Ilê Aiyê é símbolo do negro no Carnaval de Salvador, então eu acho que não se pode hoje em dia falar sem os blocos afro no carnaval dessa cidade, né? Nós somos mais de oitenta por cento da população desse país. Então, é justo que sejamos presentes em todos os espaços, inclusive no carnaval”, pontuou.
O vice-governador Geraldo Júnior, coordenador do carnaval da Bahia, esteve presente e reafirmou o compromisso do governo em investir de forma especial no segmento. “É a maior edição do Ouro Negro. Representa, a valorização, a crença, a ancestralidade, a raiz e a cultura do nosso povo".

Presente no evento, a titular da Secretaria da Promoção da Igualdade Racial, Angela Guimarães, discorreu sobre ações efetivas: “Esse ano a Sepromi e o Governo da Bahia, de forma integrada, reúnem várias secretarias, várias instituições do sistema de justiça com a campanha onde a gente intensifica as ações de prevenção, mas também amplifica a ocupação com dos circuitos do carnaval, não só em Salvador".
Em 2025, o programa Ouro Negro destina cerca de 15 milhões a 112 projetos selecionados.