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Mortes por febre oropouche são investigadas na Bahia

Data:
Da redação

Até o dia 14 de junho, a Bahia registrou 691 casos da doença

Mortes por febre oropouche são investigadas na Bahia
Divulgação/Sesab

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) registrou dois óbitos causados pela Febre do Oropouche, mas aguarda confirmação por parte do Ministério da Saúde. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17) durante o Simpósio sobre a Febre do Oropouche, que está sendo realizado pela Sesab, em Salvador.

O primeiro caso registrado foi de um residente, de 24 anos, em Valença. Ele foi avaliado como positivo pela Câmara Técnica da Bahia e passou por avaliação clínica, epidemiológica e laboratorial rigorosa.

O diagnóstico foi obtido através de RT-PCR para Oropouche, que se mostrou positivo após a exclusão de outras doenças como Zika, Dengue, Chikungunya e Leptospirose, além de infecções por meningococo, Hemophilus e pneumococo, todas apresentando resultados negativos. Ainda que avaliado como positivo pela Câmara Técnica da Bahia, o Ministério da Saúde ainda não o confirmou.

O segundo caso, de um residente, de 22 anos, de Camamu encontra-se em investigação, ainda sem confirmação, e passará pelos mesmos exames submetidos o primeiro caso, adicionando a análise genômica.

Durante o evento, a diretora do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Alda Maria da Cruz, disse que a Febre do Oropouche já foi notificada em estados como Rio de Janeiro, Piauí, Bahia, Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão e Espírito Santo, que não são localidades inseridas na região amazônica, onde historicamente essa doença é conhecida.

“Temos que estar atentos e alertar os profissionais de saúde, pois muita coisa não conhecemos sobre a doença. Os casos que vão a óbito, os sistemas de vigilância tem que estar atentos e acionados para investigar; não sabemos a importância da transmissão materno-infantil, como foi o caso da Zika, e não conhecemos bem a transmissão, pois além do Maruim, é possível que outros mosquitos estejam implicados nessa transmissão, o que é uma preocupação, a exemplo do Culex [pernilongo]”, afirmou a diretora.

Alda sinaliza ainda que existem óbitos em investigação por conta da Febre do Oropouche. “Temos um caso no Maranhão, onde a paciente faleceu e tinha influenza e Febre do Oropouche. Estamos aguardando a avaliação genômica do caso”, diz.

Até o dia 14 de junho, a Bahia registrou 691 casos da doença.

Segundo o Ministério da Saúde, a Febre do Oropouche (FO) é uma doença causada por um arbovírus do gênero Orthobunyavirus, da família Peribunyaviridae. Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia. Neste sentido, é importante que profissionais da área de vigilância em saúde sejam capazes de diferenciar essas doenças por meio de aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratoriais e orientar as ações de prevenção e controle.

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