Instrutores de trânsito realizaram uma manifestação na manhã desta sexta-feira (20), na sede do Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA), em Salvador, para denunciar entraves na atuação autônoma da categoria. O ato reuniu cerca de 60 profissionais, incluindo participantes do interior do estado.
Segundo os manifestantes, o principal problema é a falta de funcionamento do sistema necessário para o cadastro de veículos usados nas avaliações. Sem essa etapa, os alunos que optam por instrutores autônomos não conseguem avançar para a fase de prova prática, o que, segundo a categoria, acaba forçando o retorno às autoescolas.
“Sem cadastro, não tem formulário; sem formulário, não tem taxa para pagar ao Detran. E o processo vai se estendendo, fazendo com que o aluno acabe optando pela autoescola”, afirmou o instrutor Nill.
De acordo com ele, a categoria cobra a implementação efetiva do modelo de trabalho autônomo, anunciado recentemente, mas que ainda não funciona na prática. “O Detran ainda não conseguiu colocar o projeto para funcionar aqui. Os passos são muito lentos”, disse.
Os profissionais também criticam o que consideram excesso de burocracia nas exigências locais. Segundo eles, o Governo Federal do Brasil já permite o uso de veículos particulares nas aulas, desde que estejam regularizados, sem necessidade de cadastros adicionais frequentes.
A mobilização também ocorre em meio à discussão de projetos de lei do deputado federal Zé Neto (PT), como o 1452/25 e o 1111/25, que tratam da atuação dos instrutores.
“A gente só quer trabalhar e quer que os alunos tenham o direito respeitado”, declarou Nill.
Durante o ato, os manifestantes também criticaram a atuação do órgão estadual. “O Detran está impedindo, está atrapalhando o processo da CNH do Brasil. A população precisa saber disso”, afirmou.
Até o momento, não houve retorno do Departamento Estadual de Trânsito da Bahia.