O governo federal estuda elevar para 25% a proporção de biodiesel misturada ao diesel comercializado no Brasil. A medida, conhecida como B25, está sendo avaliada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia (INT).
Os estudos acompanham uma frota de ônibus em circulação para analisar os efeitos da nova mistura sobre o consumo, o desempenho dos motores, a eficiência e a vida útil dos filtros. Também são avaliadas a compatibilidade do combustível com peças e componentes dos veículos.
A proposta busca reduzir a participação do diesel de origem fóssil e, consequentemente, diminuir a emissão de gases poluentes. Pela legislação atual, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) pode estabelecer a mistura obrigatória entre 13% e 25%, desde que seja comprovada a viabilidade técnica para percentuais superiores a 15%.
Apesar dos possíveis benefícios ambientais, especialistas alertam para a necessidade de cuidados no transporte e armazenamento do combustível. A maior concentração de biodiesel pode aumentar a absorção de umidade e, em caso de contato com água, favorecer processos de corrosão, oxidação e eventuais falhas mecânicas.