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Presidente do Paraguai pede mais 72 horas para se defender de impeachment

Data:
Maria Eduarda Moura

Peña alegou que o prazo inicial de 12 horas era insuficiente para analisar a acusação

Presidente do Paraguai pede mais 72 horas para se defender de impeachment
Reprodução

 O presidente do Paraguai, Santiago Peña, solicitou ao Congresso, nesta sexta-feira (6), mais 72 horas para preparar sua defesa no processo de impeachment aberto contra ele. O pedido foi aprovado pela Câmara dos Deputados após denúncias de fraudes envolvendo o Ueno Bank, um dos principais bancos digitais do país.

Peña alegou que o prazo inicial de 12 horas era insuficiente para analisar a acusação, que possui 15 páginas e mais de 300 documentos anexados. O Senado, responsável pelo julgamento, ainda deverá decidir sobre a prorrogação.

O processo de impeachment foi aprovado por unanimidade pelos 78 deputados presentes na sessão de quinta-feira (5), após o partido do próprio presidente retirar o apoio ao governo. A decisão ocorreu em meio a protestos em Assunção que pediam a saída de Peña.

No mesmo dia, o presidente anunciou que renunciaria ao cargo. Entretanto, a votação sobre a renúncia foi suspensa após parlamentares governistas deixarem o plenário, impedindo a continuidade da sessão por falta de quórum. Com isso, ele permanece provisoriamente na Presidência.

A crise política teve início após denúncias de irregularidades no Ueno Bank, que resultaram no fechamento da instituição, no bloqueio de depósitos de milhões de clientes e na prisão de oito pessoas ligadas ao banco.

Peña, que foi investidor da holding responsável pela instituição até março de 2025, também é alvo de questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse e o uso de recursos públicos. A Procuradoria-Geral do Paraguai abriu uma investigação criminal para apurar possíveis irregularidades na fiscalização e na intervenção no banco.
 

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