Trabalhadores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado às 22h desta quinta-feira (10), após sindicatos de diferentes regiões do país aprovarem a paralisação durante assembleias da categoria. O movimento começou a ser colocado em prática nesta sexta-feira (11), em meio às negociações da campanha salarial.
A paralisação foi deflagrada depois que as rodadas de negociação entre os trabalhadores e a empresa terminaram sem acordo. Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), um dos principais pontos de divergência envolve o plano de saúde da categoria.
O impasse está relacionado ao CorreiosSaúde II, atual plano oferecido aos funcionários. De acordo com a federação, os Correios discutem mudanças na forma de gestão e no custeio do benefício e chegaram a considerar deixar a condição de mantenedores do plano, com a possibilidade de contratação de outra operadora.
Na proposta mais recente apresentada pela empresa, seria criada uma comissão paritária com prazo de até 120 dias para analisar alternativas para o plano. Enquanto os estudos não fossem concluídos, as condições atuais do CorreiosSaúde II seriam mantidas.
Antes da aprovação da greve, trabalhadores e representantes dos Correios participaram de sucessivas rodadas de negociação e de tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Segundo a Findect, as discussões não conseguiram superar o impasse considerado central pela categoria.
A paralisação foi aprovada por sindicatos de estados como Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe, Tocantins, Amazonas, Amapá, Alagoas e Espírito Santo, além do Distrito Federal.
No Acre, a assembleia dos trabalhadores estava prevista para esta sexta-feira (11).