A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Cármen Lúcia, anunciou nesta quinta-feira (9) que vai adiantar sua saída do comando da Corte. A eleição para definir a nova direção foi marcada para 14 de abril e deve confirmar Kassio Nunes Marques na presidência e André Mendonça como vice, pelo critério de antiguidade.
A decisão tem como objetivo garantir uma transição administrativa sem “atropelos”, especialmente na preparação das Eleições Gerais de 2026. Com a mudança, a nova gestão terá mais tempo para montar equipes e organizar os trabalhos.
O movimento antecipa o fim do mandato de Cármen Lúcia, que poderia seguir até 3 de junho. Com o novo cronograma, a posse dos sucessores deve ocorrer em maio.
Mesmo deixando a presidência antes do prazo, a ministra permanece no tribunal até agosto e indicou que pode se afastar da Corte após concluir o processo de transição.
Ao justificar a medida, Cármen Lúcia citou o interesse público e a necessidade de eficiência administrativa, além da sobrecarga de funções entre o TSE e o Supremo Tribunal Federal. Segundo ela, mudanças muito próximas ao período eleitoral podem comprometer a segurança e a transparência do processo, defendendo uma preparação “regular” e sem “afobação”.