O procedimento já conta com acusação formal e deve ser levado a julgamento, embora ainda não haja data definida. Como o processo não é público, os detalhes da operação seguem restritos. Pela norma da CVM, executivos e pessoas com acesso a informações relevantes não podem negociar papéis da própria companhia em janelas próximas à divulgação de resultados financeiros.
De acordo com a ementa do caso, a negociação ocorreu em período relacionado ao segundo trimestre de 2025, cujo balanço foi divulgado em agosto do mesmo ano.
Procurada, a empresa afirmou que nem o CEO nem a companhia foram formalmente notificados até o momento. Ainda assim, com base nas informações disponíveis no site da CVM, a Moura Dubeux avalia que o caso envolve a venda de 13 mil ações recebidas por Villar por meio de um programa de incentivo de longo prazo.
Segundo a incorporadora, a operação teria ocorrido dentro do período de restrição de negociação, que costuma abranger os 15 dias anteriores à divulgação de resultados trimestrais.
A empresa sustenta, no entanto, que a transação não foi resultado de erro do executivo, mas de uma informação equivocada repassada internamente sobre a contagem do prazo de vedação. A companhia informou ainda que já apresentou esclarecimentos iniciais ao órgão regulador e aguarda eventual comunicação formal para adotar as medidas cabíveis.