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Conheça Fabi Pilate, primeira promotora trans do Brasil

Data:
Atualizado em: 03 de Agosto de 2026
Da redação

Mestra em Direitos Humanos, ela passa a integrar o Ministério Público do Amazonas e afirma que pretende usar a visibilidade do cargo para ampliar o debate sobre os direitos da população trans

Conheça Fabi Pilate, primeira promotora trans do Brasil
Reprodução/Hirailton Gomes/MPAM

A professora e pesquisadora Fabi Diniz de Queiroz Pilate tomou posse como promotora de Justiça do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e se tornou a primeira mulher trans a ocupar o cargo no Brasil. A cerimônia foi realizada em Manaus, ao lado de outros cinco aprovados no concurso público da instituição.

Antes de ingressar no Ministério Público, Fabi construiu uma trajetória na área acadêmica. Ela é professora do curso de Direito da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), mestra em Direitos Humanos pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e especialista em Direito Constitucional e Psicologia Jurídica pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

Em entrevista ao g1, a promotora afirmou que decidiu aproveitar a visibilidade do novo cargo para chamar atenção à realidade vivida pela população trans no Brasil.

"Eu não posso me manter em silêncio enquanto as estatísticas desse país forem essas. Se eu puder usar essa visibilidade para fazer com que as pessoas parem e pensem que as pessoas trans podem tudo, vou ficar muito feliz", disse.

Segundo Fabi, a posse representa não apenas uma conquista pessoal, mas também um avanço na representatividade das instituições públicas.

"A presença de uma promotora de Justiça trans significa que o Ministério Público começa, ainda que de forma incipiente, a refletir a pluralidade da sociedade brasileira", afirmou.

A nova promotora também destacou que pretende ser reconhecida pela atuação técnica e pelo compromisso com a ordem jurídica, ressaltando que sua carreira não será voltada exclusivamente às pautas da população trans, mas às atribuições constitucionais do Ministério Público.

De acordo com o MPAM, a nomeação representa um marco para a instituição e para o sistema de Justiça brasileiro ao ampliar a diversidade e a representatividade em seus quadros.

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